Aparato do Entretenimento: CRÍTICA: Queen Sono - Uma versão africana de uma heroína bem dúbia
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Search

CRÍTICA: Queen Sono - Uma versão africana de uma heroína bem dúbia

Cena da série 'Queen Sono' - Créditos: Netflix

Queen Sono: Uma versão Africana de uma heroína bem dúbia

Siga o nosso perfil no Instagram
@aparato_entretenimento


Uma protagonista empoderada, e que faz justiça com as próprias mãos, mas que ao mesmo tempo se envolve em negócios escusos dos quais tira proveito, e nem se arrepende por isso, de mocinha ela não tem nada, contra ela, uma vilã sem escrúpulos, vingativa e dominadora, é nesse embate, que vai desde o campo político, terrorista fundamentalista religioso e étnico que a primeira série sul-africana, Queen Sono, tem seu enredo bem construído, em cenários e paisagens africanas de tirar o fôlego.


Cena da série 'Queen Sono' - Créditos: Netflix


A história gira em torno de Queen Sono, interpretada pela atriz, modelo e apresentadora Pearl Thusi, sua personagem é uma agente clandestina secreta da África do Sul que lida com operações criminais, políticas e sociais, enquanto isso ela precisa lida com crises em sua vida pessoal, como o assassinato de sua mãe, uma revolucionária que lutou pela independência da África do Sul, Queen ainda tem que enfrentar uma antagonista maluca, que desejar usar o governo e o terrorismo com forma de ganhar dinheiro, ela ainda culpa Queen pela morte do irmão, esse conflito entre as duas, é bem construído e de certo modo se torna mais atraente no decorrer dos episódios, mais atraente do que a trama política, mas infelizmente o embate entre as duas é pouco explorado, deixando margem assim para uma segunda temporada de mais embate entre as duas. 


Cena da série 'Queen Sono' - Créditos: Netflix


Mesmo sem efeitos especiais e tecnologia hollywoodianas, Queen Sono se mostrou bem construída e mesmo com os poucos recursos, apresentou uma narrativa de qualidade e envolvente, onde atores e direção se mostraram coesos e bem entrosados. Nos diálogos quando eles usam além do inglês, as línguas nativas, mostraram para o mundo, o quão natural são várias línguas e dialetos conviverem, para assim valorizar a gama dialética da África. Um ponto negativo da série são os ganchos entre os episódios, não são solucionados no episódio seguinte, fazendo o telespectador perder a linearidade da trama, algo que deve ser resolvido em uma segunda temporada. 


Cena da série 'Queen Sono' - Créditos: Netflix



Siga a nossa revista no Flipboard
View my Flipboard Magazine.


Cena da série 'Queen Sono' - Créditos: Netflix

Queen Sono se mostrou uma grata surpresa na estreia no continente Africano na produção de séries para streams, que seja a primeira de muitas produções, que o investimento gere retorno para que os assinantes possam se desfrutar de uma cultura rica e plural da África. 


Siga-me no Twitter: @EduRibeiro2 



Aparato do Entretenimento

Criado em 2014, o "Aparato do Entretenimento" traz ao seu leitor uma gama versátil de conteúdo. Conta com colunistas especializados em áreas de atuação diferentes, que visam desta forma atender a você querido(a) leitor(a). Além da sua visita, esperamos ser seus amigos e como seremos pode nós dar aquela dica para melhorar, um puxão de orelha, elogiar. Acima de tudo queremos sua participação.


0 thoughts on “CRÍTICA: Queen Sono - Uma versão africana de uma heroína bem dúbia