Aparato do Entretenimento: Imperio de Cristal: Elementos de 'Cuna de Lobos' em uma roupagem ambiciosa e louvável de Rebecca Jones e Alejandro Camacho
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Imperio de Cristal: Elementos de 'Cuna de Lobos' em uma roupagem ambiciosa e louvável de Rebecca Jones e Alejandro Camacho

Logomarca da novela - Créditos: Televisa S.A

Olá amigos noveleiros. Tudo bem com vocês? Na semana passada conversamos sobre 'Y Manãna será otro día... mejor', trama de Carlos Moreno que infelizmente não despontou nos ratings de audiência do México, na oportunidade, recebi Laércio Botega, repórter do SCC/SBT. Você obviamente pode rever está e outras colunas, sempre que quiser.


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Com a ajuda de vocês, essa semana o tema é a novela 'Imperio de Cristal' - clássico dos anos 90 - protagonizada pelos seus próprios criadores. Interessante, né? Me acompanhe e vamos novelar.




  
Maria Rubio e Ignacio López Tarso em foto promocional da novela - Créditos: Televisa S.A

Um dos maiores clássicos dos anos 90, Imperio de Cristal, reuniu um grande elenco, parte dele realocado de outro êxito mexicano, Cuna de Lobos. E o estilo era parecido. Trazer uma família influente, rica e repleta de segredos, movidos a dinheiro. 

Protagonizada por Rebecca Jones (Cuna de Lobos, El Maleficio, El ángel caído) e Ari Telch (Miraja de Mujer, Rosa salvaje e María Mercedes), Imperio de Cristal, trazia Alejandro Camacho (Cuna de Lobos, Angélica, Abismo de Pasión) e María Rubio (Cuna de Lobos, El derecho de nacer, Colorina) como os grandes vilões da trama, mesmos antagonistas da vibe do sucesso 'Cuna de Lobos'. O folhetim ainda contou com as participações estelares de Kate del Castillo, Germán Gutiérrez, Alejandro Tommasi, Cecilia Gabriela, Emilia Carranza e Ignacio López Tarso.

Engana-se você que Imperio de Cristal foi exibido no SBT, pelo contrário, a trama foi sim exibida no Brasil, mas pela CNT. A telenovela ganhou as telas brasileiras quatro anos após sua exibição original, chegando em terras tupiniquins no começo de 1997.


Maria Rubio e Alejandro Camacho em cena de Imperio de Cristal - Créditos: Televisa S.A

Direção

Claudio Reyes Rubio, filho de Maria Rubio é o responsável pela direção de cenas e Carlos Guerra Villarreal pela direção de câmeras. Falecido em 2017, vítima de um acidente de trânsito, Claudio Reyes imprimiu seu estilo de direção, o tom negro e denso, que conduz a história para vários momentos angustiantes, onde seus protagonistas são expostos ao perigo e muitas vezes ao pecado. Mesma posição vista na assinatura de outras produções de Reyes como: 'Capricho', 'Valéria e Maximiliano', 'Tú eres mi destino' e das recentes 'Me declaro culpable', 'Tres Veces Ana', 'Que te perdone Dios' e 'Lo que la vida me robó'.

Carlos Guerra Villareal, hoje conhecido nos Estados Unidos, também trouxe seu toque a Imperio de Cristal. O estilo apegado de câmera, sequências e takes abertos são elementos da sua condução. Atualmente Carlos Guerra já teve seu nome estampado nas séries 'Orange Is the New Black', 'Lei & Ordem: Unidade de Vítimas Especiais', 'The Blacklist', 'Elementary' e 'Manifest'.


Roteiro

Escrita através da ideia original de Rebecca Jones e Alejandro Camacho, a telenovela foi adaptada por Jaime García Estrada com a colaboração de Orlando Merino, tendo ainda Marissa Garrido como supervisora literária. 

Jaime García Estrada, diretor e produtor de telenovelas produziria anos mais tarde 'Huracán', outra parceria com o casal Alejandro Camacho e Rebecca Jones, protagonizado por Angélica Rivera e Eduardo Palomo. Um grande sucesso de audiência. Com uma carreira sólida, Jaime García acabou adaptando outras telenovelas - La otra, Amarte es mi pecado e Locas de amor - são exemplos do currículo do produtor. Orlando Merino, por sua vez não distanciou-se e acabou se tornando um grande colaborador de Jaime e juntos atuaram nas adaptações das já citadas anteriormente, além da memorável "No Limite da Paixão" exibida no Brasil pelo SBT.

Com um texto robusto, mas sem deixar o popular de lado, a dupla apresentou um trabalho coerente na adaptação da ideia de Camacho e Rebecca. As vias de fatos, os vilões tinham grandes falas, movimentadas pelo casal protagonista que forneciam atravancos para o andamento da história. Por íncrivel que pareça, mesmo sendo um êxito, ganhadora de oito 'Premios TVyNovelas' no ano de 1995, a trama nunca ganhou um remake.


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Produção

Produzida por Carlos Sotomayor (Destino, Pasión y Poder, Cadenas de Amargura) e Rafael Urióstegui (Marina, Vida robada) a novela apresenta uma boa 'carpintaria' ao introduzir movimentos ambiciosos e vilões bem amarrados. Carlos Sotomayor, renova seu estilo soturno ao lado do diretor Jaime García Estrada e do adaptador Claudio Reyes Rubio, o trio, forma um emaranhado de opções para o público, que vê elementos clássicos das telenovelas mexicanas, sendo apresentados de uma forma mais neutra. É natural e transmite veracidade. A produção, por vezes pode parecer lenta e a narrativa idem, mas o storyline necessita dessa condução mais branda.
 
María Rubio e Kate del Castillo em cena da novela - Créditos; Tlnovelas/Televisa S.A

Estreias

Imperio de Cristal introduziu Zoraida Gómez no cenário das telenovelas, que viria a ganhar popularidade em 2004, quando interpretou Josy Luján, uma das coadjuvantes de 'Rebelde'. 

Kate del Castillo é outra que ganhou destaque na trama, que após sua bem sucedida estreia na novela 'Muchachitas' teve uma oportunidade de atuar em um melodrama adulto que ia longe da ideologia adolescente. Narda Lombardo era caprichosa, impetulante e vivia em desamor com seus pais. Na ocasião, Kate dividia cenas com Maria Rubio, uma das mais celébres atrizes da história do México. O que acabou despertando o interesse no passe de Kate, que três anos depois protagonizaria seu maior sucesso - La Mentira - ao lado de Guy Ecker.

Reprise

Sim, a novela já foi reprisada pelo canal Tlnovelas e parte deste conteúdo encontra-se disponível no YouTube. Quem tiver interesse em conhecer a trama, pode aventurar-se.




Rebecca Jones e Ari Telch em cena da novela - Créditos: Televisa S.A

Cenas calientes

Se em 'Cuna de Lobos' o sexo era uma ferramenta quase nunca utilizada, em Imperio de Cristal o viés foi justamente outro. Com um enredo forte e que tendia para o uso de cenas quentes, a telenovela marcou pela química do casal protagonista vivido por Rebecca Jones e Ari Telch, que viu a audiência crescer, assim que a identificação e torcida passou a focar no enlace de seus personagens. Os anos 90 e todo seu machismo, acabaram escandalizados com Sofía Vidal, vivida por Rebecca, uma mulher entregue ao amor, sem medo de ser feliz e que ia justamente na contramão da figura feminina da época. Julio Lombardo, personagem de Ari Telch também não deixou por menos e abusou das cenas onde a pouca roupa era uma ferramenta necessária.


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Primeiro escalão de atores

Ignacio López Tarso e Maria Rubio são a cereja do bolo desta produção de Carlos Sotomayor. De lados opostos da moeda, acabam criando intermédios para separar o casal de protagonistas, além de garantir cenas memoráveis da teledramaturgia latina.

Com 124 capítulos de meia hora, o melodrama é um dos maiores expoentes latinos no cenário dramatúrgico. Por vezes ignorada e vista como o rastro de 'Cuna de Lobos' a novela tem sim seu mérito e prova disso é o seu belo desenvolvimento. No Brasil, muito provavelmente não ganhará uma reprise, visto que a tecnologia usada na época, hoje já não chama mais a atenção.



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Até semana que vem. 


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