Aparato do Entretenimento: Desafiando a gravidade: Heróis e quadrinhos que se tornaram musicais
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Desafiando a gravidade: Heróis e quadrinhos que se tornaram musicais

Créditos: Divulgação/Reprodução

𝅘𝅥𝅮Saudações𝅘𝅥𝅯 Como não pensar no Super-Homem sem lembrar da marcha inesquecível do mestre John Williams? O que seria da trilogia do Cavaleiro das Trevas sem as trilhas de Hans Zimmer? E, falando no Batman, quem não conhece aquela musiquinha-tema da série de 1968? Eis que super-heróis e música possuem uma relação um tanto íntima quando o tópico é adaptação em live-action.

E essa intimidade pode alcançar um novo nível. Desde a decisão de transformar Annie (surgida em tirinhas) em musical, volta e meia os quadrinhos inspiram espetáculos dentro e fora da Broadway - e os super-heróis não ficam de fora! Confira uma lista com alguns personagens famosos levados das páginas aos palcos ou que inspiraram musicais notáveis.
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NUNCA MAIS: Reeve Carney se despede do público e anuncia o substituto, Justin Sargent, em encerramento de "Turn Off the Dark". Créditos: Rob Kim/Getty Images/Reprodução

HOMEM-ARANHA - O controverso "Spider-Man: Turn Off the Dark" (2011) foi escrito pelos prolíficos Julie Traynor ("O Rei Leão") e Roberto Aguirre-Sacarsa ("Riverdale") com músicas de Bono e The Edge (do U2). 

O espetáculo é uma história de origem do Aranha baseada no filme de 2002 e com inspiração no mito de Aracne. Mesmo com uma produção de peso e uma recepção positiva ao enredo e às canções, transformar o Homem-Aranha em musical da Broadway logo se revelou uma reponsabilidade grande demais para poderes limitados.



O musical apresentou problemas antes, durante e após sua realização: orçamento superado, alterações na trama, atrasos constantes nas datas de estreia e quatro acidentes envolvendo os atores. Tudo isso tornou "Turn Off the Dark" sinônimo de musical ruim e uma piada recorrente - inspirando paródias em séries como "Law and Order" e "South Park". 

No vídeo acima, Bono e Reeve Carney interpretam a canção "Rise Above" do espetáculo - um acerto ofuscado pela sequência de erros que foi "Turn Off the Dark".


Créditos - Warner Bros. Animation/DC Entertainment/Reprodução

BATMAN - Para aqueles que não curtem musical, algo bem pior que Joel Schumacher poderia ter ocorrido ao Homem-Morcego: o compositor vencedor do Grammy Jim Steinman trabalhou em um musical do Batman para a Broadway entre 1998 e 2002. 

A ideia era que o espetáculo fosse dirigido por ninguém mais, ninguém menos que Tim Burton e tivesse o mesmo tom gótico de seus filmes. Contudo,  a produção acabou engavetada - acredita-se que o fracasso de outras produções de Steinman tenha sido motivo. Em 2006, Steinman divulgou demos das canções para os fãs na Internet.

Ouça abaixo a "Canção da Mulher-Gato" do espetáculo que não rolou.



BATMAN: OS BRAVOS E DESTEMIDOS - Batman só viraria musical no episódio "Caos do Mestre da Música" de "Batman - Os Bravos e Destemidos" em 2009. O astro Neil Patrick Harris dá voz ao vilão-título, criado para a ocasião. Usando sua hipnose vocal, o Mestre transforma o Rei dos Relógios, Canário Negro, Aquaman, Gorila Grodd, Arraia Negra e o Arqueiro Verde em lacaios. 

"Caos" foi indicado ao Emmy e a trilha sonora foi lançada em CD. 


DUETO DINÂMICO: Flash e Supergirl interpretaram canções de compositores de "La La Land" em crossover. Créditos - The CW/Warner Bros./Reprodução

FLASH - E o caos do Mestre da Música não parou por aí. A ideia natural de explorar os talentos musicais dos ex-"Glee" Grant Gustin e Melissa Benoist - a Supergirl - resultou na ida do Mestre ao Arrowverso no especial "Dueto" da série do Flash. No crossover, Gustin e Benoist se reunem com o também ex-"Glee" Darren Criss, encarnando o Mestre. 

No especial, o vilão acaba deixando Flash e Supergirl em coma e a dupla "acorda" em um cenário musical de época onde seus conhecidos vivem personagens diferentes. A regra é que Barry e Kara sigam o roteiro para deixarem o plano musical do Mestre.

O crossover tem composições dos vencedores do Oscar Benj Pasek e Justin Paul ("La La Land") e as músicas também foram lançadas em álbum.


GRAVIDADE: Bob Holiday como Superman em "It's a Bird... It's a Plane... It's Superman" (1966). O ator vestiu a capa logo após George Reeves na série clássica. 
Créditos - Reprodução











SUPERMAN - Até então um sucesso nos quadrinhos e na TV, o Homem de Aço desafiou a gravidade também nos palcos, estreando em 1966 na pele de Bob Holiday - o primeiro a vestir a capa do Homem do Amanhã após George Reeves. O espetáculo "It's a Bird... It's a Plane... It's Superman" tem músicas de Charles Strouse ("Annie") e virou um especial para televisão em 1975.


A produção ignorou a galeria de vilões do Superman, introduzindo o Dr. Abner Sedwick se unindo ao repórter Max Menchen do Planeta Diário para destruir o Homem de Aço. "It's a Bird" recebeu indicações ao Tony (incluindo Melhor Ator para Michael O'Sullivan como Max Menchen) e foi adaptado para a TV em 1975. Uma montagem realizada em 2010 foi roteirizada por Roberto Aguirre-Sacarsa.



EU QUERO VOCÊ: Capitão América recruta jovens atrizes para testes em anúncio. 
Créditos - Reprodução

CAPITÃO AMÉRICA - O musical do Nômade para a Broadway foi uma ideia que não vingou. Anunciada em 1985 com uma produção de meros 4 milhões de dólares, a produção abriou um chamado para testes na HQ do herói, recrutando meninas "entre 10 e 14 anos que cantam, dançam e são uma fera na atuação". 


A atração acabou cancelada, tirando das interessadas a chance de *estrelar* o espetáculo ao lado do Vingador.


ESTRELA: Steve se apresenta com canção de Alan Menken em "O Primeito Vingador" (2011). Créditos - Marvel Studios/Paramount Pictures/Divulgação

Na trama, o Steve enfrentaria terroristas sequestradores de sua amiguinha e... uma crise de meia-idade. Curiosamente, os compositores aclamados Alan Menken e David Zippel são autores da música "The Star-Sprangled Man (With a Plan)" do filme "Capitão América - O Primeiro Vingador" (2011).


Créditos - VBW/Jim Rakete/Reprodução

BARBARELLA - As aventuras eróticas da viajante estelar geraram escândalo quando surgiram nos quadrinhos franceses em 1962, criados por Jean-Claude Forest. O musical inspirado no famoso filme de 1968 (estrelado por Jane Fonda) é uma produção austríaca de 2004, com músicas compostas por Dave A. Stewart. Nina Proll viveu Barbarella nos palcos.  


"Dr. Horrible" traz os favoritos de Joss Whedon. Créditos - Reprodução 

DR. HORRIBLE'S SING-ALONG BLOG - A paixão do cultuado Joss Whedon por musicais já havia sido demonstrada no episódio especial de "Buffy - A Caça-Vampiros", quando ele criou a premiada minissérie on-line "Dr. Horrible's Sing-Along Blog" (2008). 

Whedon e sua cunhada Maurissa Tancharoen ("Agentes da S.H.I.E.L.D.") co-criaram a série com canções compostas por seu irmão Jed Whedon. "Dr. Horrible" traz o astro Neil Patrick Harris como o vilão-título, um vlogger contando/cantando aos fãs sobre seus planos malignos. 

Queridos de Joss Whedon, Nathan Fillion (como o Capitão Martelo), Felicia Day (como a mocinha Penny) e Simon Helberg (como o ajudante Moist) também estrelam a minissérie.



Créditos - Divulgação/Reprodução

DEATH NOTE - Não duvide que já exista um espetáculo baseado no seu mangá/anime favorito - adaptações do gênero são comuns na Ásia (que o digam "Naturo", "Saint Seiya" e "Sailor Moon") e a vez de Light Yagami dançar conforme a música chegou em 2015. As cancões do sul-coreano "Death Note: The Musical" foram todas compostas pelos americanos Jack Murphy e Frank Wildhorn, com roteiro de Ivan Menchell. 

O anime pode ser um entre vários que não vingaram em live-action, mas permanece como uma das adaptações mais bem sucedidas nos palcos e há planos para uma versão ocidental do musical.


Créditos - Reprodução

TARTARUGAS NINJA - O ano era 1990 e Leonardo, Michelangelo, Donatello e Raphael abriam a década que viriam a marcar com chave de ouro. O primeiro filme foi um sucesso de bilheteria (a New Line Cinema já preparava a sequência), só complementando a popularidade das HQs, games e da série animada. Com a explosão de sucesso, só faltava as Tartarugas formarem uma banda...



O show "Coming Out of Their Shells" entrou em turnê nos EUA (com estreia no Radio City Music Hall em Nova York, palco de entregas do Grammy e do Tony Awards) e foi lançado em VHS. A trama trazia as Tartarugas aprendendo com o Mestre Splinter que o rock n' roll pode ser uma arma bastante eficaz contra o inimigo. Assim, elas soltam o gogó contra o [rapper] Destruidor e seu plano de banir a música do mundo. 

A mocinha April O'Neil foi vivida pela estrela da Broadway Sherie Rene Scott - o solo à la Madonna é um ponto alto do espetáculo. O show das Tartarugas só ficou devendo uma participação do Trem da Alegria.



Créditos - The NewsPress/Reprodução

ANNIE - Bem antes das aventuras da menina órfã se tornarem populares pelo musical lendário e os filmes, a personagem reinava em tirinhas de jornal criadas por Harold Gray em 1933, por sua vez baseadas no poema "Little Oprhan Annie" de James Whitcomb Rey. A adaptação para a Broadway estreou em 1977 com as canções icônicas compostas por Charles Strouse. 

O hino "Tomorrow" - da versão do filme da Disney de 1999 - pode ser ouvido em "Deadpool 2" (2018).
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Marisa Orth e Daniel Boaventura na montagem brasileira de "A Família Addams". 
Créditos - Divulgação/Reprodução

A FAMÍLIA ADDAMS - Criada por Charles Addams, a família macabra também debutou nas tirinhas em 1938. O musical de 2010 trazia Vandinha Addams como uma jovem adulta e noiva, a exceção em um espetáculo com interpretações fiéis às versões mais conhecidas pelo público dos Addams. Na produção original da Broadway, Nathan Lane (que fez uma ponta em "A Família Addams 2") interpretou Gomez Addams. 

No Brasil, a montagem teve Daniel Boaventura como Gomez, Marisa Orth como Mortícia, Laura Lobo como Vandinha e Nicholas Torres e Gustavo Daneluz (ex-astros de "Carrossel") no papel de Feioso.
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