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CRÍTICA: "Amar a Muerte", nova novela de Angelique Boyer trata a morte de maneira delicada e única


Elenco protagonista de "Amar a Muerte" - Divulgação: Televisa/ Univision

"Amar a Muerte", telenovela estrelada pela grande atriz Angelique Boyer estreou na última segunda-feira na Univision, canal hispânico dos Estados Unidos. Escrita por Leonardo Padrón é baseada na novela colombiana "El Cuerpo Anjeno". Trata-se de uma co-produção entre a Televisa e a W Studios. 

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O folhetim narra a história de três homens que compartilham algo em comum: o dia de sua morte. Léon (Alexis Ayala) é um homem rico, bem sucedido e admirado por todos, cuja morte é planejada por sua esposa, Lucia (Angelique Boyer) e Jhonny (Alejandro Nones) seu amante. O plano é transforma-lá na herdeira de uma fortuna bilionária, em contra partida no sul dos Estados Unidos Macário (Mitchel Brown), um assassino preso na cadeia do estado do Texas é sentenciado a pena de morte. Beltran (Arturo Barba) é um renomado professor de antropologia que perde sua vida em um acidente de carro. 

Esses homens distintos falecem em locais diferentes exatamente na mesma hora, e assim, suas almas vagam pelo espaço reencarnando em diferentes corpos. O empresário se encontra no corpo do condenado e o assassino no corpo do professor, o mistério no entato se desenrola em torno da outra alma perdida. Onde estará o professor? 


Trailer "Amar a Muerte" - Televisa


Narrativa


A novela se inicia num plano agitado de cena, onde se narra os minutos finais da vida dos principais personagens, nesse plano sequencia, os escritores optaram por diálogos curtos abusando da dramaticidade do elenco em cena. 

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As reações e emoções dos personagens são ditas em linguagem corporais. Quando a presença de diálogos, Leonardo se apropria de um texto denso, complexo em relação aos acontecimentos, porém simplista em sua compreensão. 

Os acontecimentos são ágeis, os plots são bem definidos, tudo o que precisa ser dito é feito de maneira objetiva. O diálogo entre as personagens interpretadas por Angelique Boyer e Claudia Martín apresentam estes elementos de maneira clara. O embate entre as duas no banheiro abusa de expressões faciais, mesclada a um texto envolvente e direto, que acaba tornando-se um mero acessório na cena. 

A inserção da morte no contexto das cenas faz com que a narrativa fique ainda mais sombria e interessante.


Fotografia



A fotografia de "Amar a Muerte" é muito bem trabalhada, com tomadas áreas de longa distância que aos poucos vão se aproximando do ator em cena. São bem iluminadas, sendo pela luz do dia ou refletores na dose certa, o filtro usado é ideal, não cansa nossa visão. É bem colorido, mas não tanto ao ponto de cansar. Os figurinos de cores vivas também ajudam nessa visualização e contrasta com a fotografia, a opção da direção de gravar praticamente toda a novela em locações, deixa tudo bem mais natural.


Direção


A direção foi muito bem trabalhada, usaram o espaço da cena, seja ele um banheiro, até um imenso salão de festas. Os atores são bem exigidos pelo diretor, dando tudo de si em cena. Alejandro Lozano e sua equipe estavam cientes de toda a complexidade das tomadas, por isso utilizaram da técnica cinematográfica de plano sequencia, casando perfeitamente com a agilidade do roteiro. Sensíveis a dinâmica dos atores, sem dúvida  incluirão de maneira criativa, coerente e coesa a dinâmica dos acontecimentos de maneira primorosa. 
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Trilha Sonora



A trilha sonora é deveras interessante, a abertura  cantada por Carlos Rivera, encaixa perfeitamente na proposta da novela. Também são utilizados instrumentais sombrios e de ação, outro recurso multifacetado é a utilização do som ambiente, como som de sirenes de ambulância, passos de pessoas, barulhos urbanos, além da respiração ofegante dos atores. 


Tema Central da Telenovela interpretada por Carlos Rivera


Atuação


Após três novelas seguidas com a mesma produtora, Angelique Boyer mudou de ares e mudou mesmo, desde a primeira aparição já mostrou o porquê é uma das melhores atrizes do México na atualidade, Lucia é muito dinâmica, sofrida, com as emoções a flor da pele, mas não deixa de ser uma mulher sensível.

Claudia Martín, após brilhar como Marina em "Sin Tu Mirada" recebeu um desafio em suas mãos, interpretar a vilã Eva, uma mulher fria e totalmente material. Esteve ótima nas cenas de embate com a protagonista, o cinismo e o humor negro da personagem também foram pontos altos do primeiro capítulo.

Um dos pontos altos do primeiro capítulo foi a morte, interpretada por Nastassia Villasana, uma atriz extremamente expressiva que mostrou toda a androgenia da personagem apenas na aparência. Ótima nas expressões e olhares, sem dizer nenhuma palavra.

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Michel Brown chega a Televisa após uma longa temporada na Telemundo e já chegou por cima, "El Chino" é um personagem muito interessante, um não, dois, afinal o ator interpreta Macario e também Leon, após a alma do mesmo ser transportada para o corpo dele.

Alejandro Nones como o vilão frio e calculista Johny mostrou uma evolução visível em atuação, o personagem é muito, mas muito bom, esperamos que mantenha o nível. Já Alexis Ayala foi excelente como sempre, um ator completo, faz desde vilão até um papel totalmente do bem, como Leon.

Macarena Achaga, Barbara Lopez e Jessica Mas nas poucas cenas que apareceram mostraram que vão render bastante, as personagens são bem desenvolvidas e cheias de nuances. Gonzalo Peña, ainda estava um pouco travado, mas provavelmente é o personagem, que é um banana que não consegue seguir suas próprias vontades. Por fim, Nestor Rodolfo esteve muito bem na pele do bandido, El Alacrán.
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Outros atores que não apareceram no primeiro capítulo, mas prometem ir muito bem são: Arturo Barba que interpreta o professor de antropologia, Bertran Camacho, que receberá a alma de Macario. Raquel Garza, que será uma esotérica charlatã chamada Bárbara. O ator Henry Zakka com seu personagem Camilo, que em uma rápida cena apresenta de maneira perfeita o contraponto científico da reencarnação, mostrará o que vemos muito em novelas brasileiras, estudiosos do espiritismo, ou seja, pessoas que acreditam que a alma não morre após desencarnar do corpo e sim apenas se transporta.

"Amar a Muerte" traça muito bem o novo olhar sob as telenovelas da nova direção da Televisa, intercala de maneira certeira todos os pontos de vista do seu atual presidente Emilio Azcárraga Jean e Patrício Wills, proprietário da W Studios, responsável pela produção de conteúdos da empresa: agilidade, objetividade, realismo, formatos curtos e difusor multiplataforma sem perder a narrativa marcante do gênero novelístico. Uma rica mescla entre o passado e o presente, a novela é uma grande aposta ao sucesso.

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Escrita por: Graziely Sofia e Leandro Martins

Revisão: Hiago Junior 



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