Aparato do Entretenimento: CRÍTICA: "Inside the World's Toughest Prisons", o sistema prisional de uma maneira nunca abordada
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CRÍTICA: "Inside the World's Toughest Prisons", o sistema prisional de uma maneira nunca abordada

Pôster promocional - Créditos: Netflix / The Emporium Team

O Brasil tem um dos sistemas carcerários mais deteriorados do mundo, seja em estrutura, seja em ressocialização e reintegração do preso. Porém, outros países compartilham desse mesmo cárcere pífio e jogado as "traças".

A série documental "Inside the World's Toughest Prisons", tradução: "Por Dentro das Prisões Mais Severas do Mundo", da emissora britânica Channel 5, recém adquirido para exibição do catálogo da Netflix aborda fiel e friamente os bastidores das prisões ao redor do mundo.
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Apresentação e Condução dos fatos

Dividida em duas temporadas, com 4 episódios cada, a série tem condução aberta, ou seja, cada arco de episódios é conduzido por um apresentador. 

Paul Connolly - Créditos: Channel 5 / Netflix

A primeira temporada é apresentada pelo jornalista irlândes Paul Connolly. Detentor do conhecimento de causa no jornalismo investigativo, Connolly é inserido como prisioneiro em quatro prisões, de lugares distintos do globo terreste, são elas: Honduras, Polônia, Filipinas e México. Desta maneira o jornalista e autor de livros como "Father Figures", é submetido aos mesmos tratamentos dos presos das respectivas prisões. Com um olhar amplo sobre o sistema, atento aos erros e acertos de cada cadeia, Paul tem a oportunidade de traçar um balanço efetivo sobre cada local. Durante uma semana, Connolly tem espaço em celas comuns, celas de segurança máxima, celas de castigo, cozinha, locais de reintegração... Além da oportunidade de visualizar o trabalho de guardas, diretores e responsáveis pela  segurança de cada país.

Sem filtros, o seriado mostra a deteriorização de cadeias como observado em Honduras e Filipinas, bem como aponta o avanço na segurança em capitais como México e Polônia. Esquematicamente bem conduzido, a direção não peca, ao contrário oferece espaço e voz para todos do sistema. Nada de teatro ou irrealidade. É na carne. No sangue. Sem maquiagens. 
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Raphael Rowe na prisão do Brasil - Créditos: Netflix / The Emporium Team 

A condução da temporada dois é por conta de Raphael Rowe, jornalista investigativo, com passagens pela BBC. Rowe, ao contrário de Paul tem ainda mais conhecido de causa no segmento, pois foi condenado a prisao perpétua por homicídio, fato este que não cometeu. Após passagens por inúmeras prisões e recorrer da sentença, Raphael foi inocentado de todas as acusações em 2000, após ter cumprido pena de 12 anos.

Assim como Paul, Raphael tem sobre sua incumbência, visitar e mostrar as mazelas do sistema carcerário de mais 4 países: Brasil, Ucrânia, Papua-Nova Guiné e Belize. Com uma abordagem mais intimista, Rowe, diferentemente de Paul conduz o programa com ainda mais sutileza. Usando como base a sua experiência, apresenta argumentos, propostas e discute cara a cara com os presos. Tem imposição para cobrar explicações e/ou soluções e buscar a compreensão para situações desumanas.

     
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Logomarca do documentário - Créditos: Netflix / The Emporium Team

Da falta de higiene a violência dos guardas, mutilação entre guangues a falta de alimentos, da reclusão total a regeneração do preso por obra divina. São apenas alguns dos argumentos apresentados nas duas temporadas do documentário. 

Tanto Paul quanto Raphael adentram no cenário prisionário, sem medo, expõem tudo de negativo que o sistema oferece. E subtraem o resquício de positividade que emanam. Revista íntima, banheiros sujos, falta de água potável, armas expostas em qualquer e todo lugar... Celas com 50, 60 presos, estupradores, homicidas, chefes de cartéis de droga, locais sem condições para conduzir uma vida saudável. Sujeira. Aceitação dos erros e a busca desenfreada por uma nova vida, novos rumos, esquecer o passado. Cenários impostos e que sugerem uma reflexão profunda, trazendo por fim ao público a informação necessária para consolidar ou mudar opiniões.  

Informações adicionais

A primeira temporada foi exibida e produzida pelo Channel 5, com o sucesso, a Netflix encomendou junto a produtora de conteúdo Emma Read, quatro episódios do documentário, só que agora com a apresentação de Raphael Rowe. Uma terceira temporada não é descartada, visto que a série documental está em alta na Netflix. Porém, nenhuma informação acerca da renovação foi divulgada.

Classificação etária: 18 anos. Primeira temporada tem opção legendada, enquanto a segunda, tem opção dublada e legendada.

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Caso tenha se interessado por "Inside the World’s Toughest Prisons" e queira assitir, clique AQUI e boa maratona.

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