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La Usurpadora: Primeiras impressões do remake do Fábrica de Sueños

Sandra Echeverría como a icônica Paola Bracho em cena do remake de "La Usurpadora" do projeto Fábrica de Sueños - Créditos: Televisa S.A/Las Estrellas - Reprodução: Twitter

A nova versão do clássico das gêmeas ainda não estreou na TV, mas a Televisa liberou os cinco primeiros episódios do remake através das suas plataformas digitais.


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Os colunistas Eduardo, Leandro e o colaborador Jorge, acompanharam a estreia e a repercussão da série de Carmen Armendáriz, as primeiras impressões você acompanha agora.

  
Vamos comemorar Paola? Sandra Echeverría em cena do remake de "La Usurpadora" do projeto Fábrica de Sueños - Créditos: Televisa S.A/Las Estrellas - Reprodução: Twitter

Primeiras impressões Leandro Martins (@LeandroMartyns1)

La Usurpadora começou com um grande fôlego, ágil e cheia de elementos, Carmen Armendáriz nos apresentou uma boa premissa, a direção e disposição das câmeras são ótimas, paisagens idem, o que foi interessante é que a produtora não ficou presa ao enredo anterior, foram criadas situações e personagens novos, além da mudança de personalidade de alguns, que foram bem precisas.

O que beneficiou foi um elenco bem escolhido, Sandra Echeverria, diferenciou muito bem sua Paola daquelas que conhecemos anteriormente, a mesma está bem mais fria e não tem medo de mandar matar, deu vontade, faz e não manda recados. Já sua Paulina, a princípio está sonsa, como era de se esperar, mas acredito que poderá deixar de ser assim e se tornar uma personagem que possamos torcer. 

Carlos Bernal de Andrés Palácios me lembrou muito seus personagens anteriores, não é que não tenha gostado, mas o perfil é parecido, então fica complicado mudar o tom. Gema Vidal de Daniela Schmidt, a personagem ainda não se mostrou como uma antagonista, mas acredito que vá se tornar, por conta da paixão aparentemente doentia que sente pelo protagonista. 


German Bracco e Andres Palacios, pai e filho no remake de "La Usurpadora" - Créditos: Televisa S.A/Las Estrellas - Reprodução: Twitter

O que falar do Emílio feito pelo German Bracco? Personagem super complexo, super difícil e o ator está mandando super bem, um dos que mais gostei até aqui, Juan Carlos Barreto, ótimo como Manuel, bom vê-lo fazendo vilão, Juan Martín Jáuregui é um bom ator, embora não tenha gostado muito do personagem, achei que não precisaria existir, assim como achava que não tinha necessidade do Luciano em 1998. 

Por último e não menos importante, Vovó Piedade, desta vez não teremos ela pedindo conhaque, mas pelas primeiras impressões, vai ser bem irônica e debochada, só achei uma pena ser pouco ativa nesse início, mas provavelmente isso deve mudar.

É meio incrédulo o público acreditar que Paulina não viu Paola em revistas ou na internet, mas podemos "passar o pano" pelo fato dela morar em um lugar humilde e de poucos recursos, mas mesmo assim, fiquei me questionando, o que também não ficou bem explicado foi como Paola foi entregue para adoção, mas acredito que isso possa ser contado no decorrer da trama, afinal de contas, é uma peça chave. 


O reflexo da maldade; Paola Miranda é asquerosa e invejosa. Sandra conseguiu compor uma personificação diferente da obra de Gabriela Spanic - Créditos: Televisa S.A/Las Estrellas - Reprodução: Twitter

Quando houve a usurpação, Paola poderia ter contado mais detalhes do casamento, ficou tanto quanto superficial o motivo da crise do casal presidencial, mas também é possível compreender que Carmen Armendáriz e os escritores não vão entregar tudo tão mastigado ao público. Fica subentendido que o que deteriorou o casamento foi a vida presidencial e as regras que ela se vê obrigada a seguir.

Outro ponto que não flui bem é o fato de não ter uma "Lalinha", a personagem fazia toda a diferença na hora de criar as fanfics na casa e também ficar chantageando a Paola.


Paola também chora? Sandra Echeverría segue dando um show de atuação na pele da malvada irmã. Créditos: Televisa S.A/Las Estrellas - Reprodução: Twitter

Podemos esperar uma trama bem interessante, esse início é bem animador, a personagem da Ana Bertha Espin promete boas sequências, espero que explorem o vício em jogo da mesma, a relação da Paola com Lisette é bem difícil, claramente não gosta da filha, também está prometido um plot de bullying envolvendo a mesma. Como telespectador, espero que vá bem, o Facundo Nava promete ser uma pedra no sapato da Paola, creio que virá um triângulo amoroso; Paulina, ele e Carlos, mas os personagens que me dão mais perspectiva são Paola e Emílio, pela história, pelos atores perfeitos no papel e pelo grande desenvolvimento, assim espero, que virá.   
 
Pôster promocional da série "La Usurpadora" - Créditos: Televisa S.A

Primeiras impressões Eduardo (@ErComenta)

Antes um melodrama rosa, agora ela é política, policial e devido seu formato curto, as soluções são mais práticas, o que de certa forma nós deixa com um gostinho de quero mais, as gêmeas perdem tempo de tela para os outros núcleos irem ao ar, o que pode deixar o telespectador ansioso por mais das gêmeas.


Novela turca? Que nada. É Paola travestida para encontrar o amante e não ser reconhecida. Créditos: Televisa S.A/Las Estrellas - Reprodução: Twitter

Onde tínhamos um vilã egoista, focada apenas em realizar seus desejos, a nova Paola se mostrou levada mais por sentimentos, e esses se tornam sua ruína, em um plano em que supostamente era tomando como perfeito, uma vilã levada por impulsos faz com que seus planos sigam um curso errado. Podemos odiá-la e ao mesmo tempo rir de suas artimanhas que dão errado.


O que Carlinhos Bracho era odiado na versão de 98, Emilio Bernal, agrada nesta remasterização. German Bracco é um dos maiores acertos nos primeiros episódios da série - Créditos: Televisa S.A/Las Estrellas - Reprodução: Twitter


Paulina se mostrou mais altiva do que a Paulina de 98, já é casada, luta por direitos sociais, uma espécie de primeira dama dos pobres. Ela nos faz criar empatia por sua força e coragem.


Uma boa dose de champanhe para esquecer a vida de primeira dama do México: cobranças e mais cobranças; a gente te entende Paola. Créditos: Televisa S.A/Las Estrellas - Reprodução: Twitter

Primeiras impressões Jorge (@JorgeLuisSQ)

LA USURPADORA

Disponível no aplicativo do Canal Las Estrellas e no site do mesmo canal, o primeiro capítulo da versão atual de La Usurpadora parece prender o espectador desde os primeiros minutos. A proposta do projeto “Fabrica de Sueños” da Televisa busca reviver grandes clássicos da dramaturgia do canal das últimas décadas. A novela escolhida para se transformar em série de 25 capítulos foi justamente uma das novelas mais vendidas de todos os tempos. O drama de Paulina em ser obrigada a usurpar o lugar da irmã gêmea má, Paola, que tantas vezes conquistou o Brasil e o mundo, volta agora como um thriller político repleto de ação e cenas fortes.

A família perfeita? Longe disso; as aparências enganam. Créditos: Televisa S.A/Las Estrellas - Reprodução: Twitter

PROTAGONISTAS

Sem dúvida alguma o destaque para o primeiro capítulo é da atriz que interpreta as protagonistas. Sandra Echeverría da vida a duas personagens que em nada lembram a atuação teatral e muitas vezes caricata dada por Gabriela Spanic em 1998. É importante lembrar que era costume das novelas mexicanas rosas antigas manter essas características de drama exagerado nas novelas. Nos últimos anos a Televisa tem tentado se afastar desse molde, trazendo atuações mais próximas da naturalidade e da realidade.

Sandra, na atual versão, dá vida a uma Paola calculista, determinada e capaz de matar quem se por em seu caminho, com o ideal de sair de uma vida como primeira dama que a sufoca. Ela traz consigo a mágoa de ter sido adotada e por não ter vivido a vida de liberdade que queria. 

Paulina, por sua vez, mora na Colômbia e trabalha como ativista social, ela é casada e faz da sua própria casa extensão do trabalho ao levar as crianças desalojadas para viver consigo. Seu maior drama aqui é transformar a vida das crianças de quem cuida. Seu casamento não anda bem e existem constantes brigas por causa de seu trabalho. 

O personagem Carlos Bernal (Andres Palacios), agora presidente do México, é rejeitado pelo povo e vive uma crise em seu governo com constantes protestos e insatisfação dos eleitores. Como se fosse pouco, Paola quer se divorciar e seus dois filhos dão mais problemas que na versão anterior por se tratarem de dois adolescentes. Transformando assim sua vida em um verdadeiro caos.

O sorrisso de quem conseguiu fugir com o amante e colocar a irmã gêmea no seu lugar - Créditos: Televisa S.A/Las Estrellas - Reprodução: Twitter

NOVO ENREDO

Diferente de todas as versões anteriores, aqui Paola quer o divórcio de seu marido para fugir com o amante traficante de armas, deixando sua filha com o marido. O que a impede a princípio é o fato de ser a primeira dama do país. Assim sendo, ela decide procurar a irmã gêmea de quem foi separada para armar o plano que salvaria seus desejos de liberdade. Trazendo a irmã para o México por meio de uma falsa doação para a instituição para a qual a irmã trabalha, ela a sequestra e a obriga a se passar por ela por 15 dias apenas. Dessa vez com a ajuda de sua secretária pessoal e do mordomo de sua casa, obriga a irmã aceitar a usurpação, caso contrário mataria a mãe de ambas. O grande diferencial aqui é que o plano real de Paola é matar a irmã para forjar a própria morte e viver feliz com seu amante. O primeiro capítulo já traz tudo isso e termina com o atentado contra a vida de Paulina, que claro, sobrevive, para a ira de Paola.

Vish! Um corpo caido. Paola o que você fez?. Créditos: Televisa S.A/Las Estrellas - Reprodução: Twitter 

DIREÇÃO E ARTE

É inegável o investimento que a Televisa tem feito no projeto “Fabrica de Sueños” e nas novelas principalmente do horário nobre mexicano. Só para construir a mansão presidencial que dá cenário a novela foi investido 10 milhões de pesos mexicanos (2 milhões de reais), foi investido no total cerca de 50 milhões de pesos (cerca de 10 milhões de reais) para as externas e demais cenas da série. Uma das produções mais caras da Televisa. Isso se dá a perceber no tratamento de imagens e boa direção de cenas da série, que não deixa a desejar em nada para produtos americanos (ao menos por enquanto) e de serviços de streaming, como Netflix. A produtora Carmen Armendariz (que também produziu Yago), trouxe aqui um trabalho requintado que salta a tela. Ao longo de quase 4 meses de gravação, pôde-se fazer um belo trabalho.

EXPECTATIVAS

A Televisa tem tentado se firmar na produção de novelas e séries mais requintadas, principalmente desde 2016, é sabido que ainda não conseguiram um grande produto pois o público parece ainda estar preso ao formato de novelas despretensiosas que o canal levou ao ar por meio século. Mas é inegável que a qualidade das novelas deu um salto gigantesco nesses últimos anos. “La Usurpadora” tem tudo para ser uma grande série, e se a audiência não corresponder a um fenômeno como antes, terá valido pelo simples fato de ousar em contar novamente essa história se afastando dos clichês e trazendo novos ares para a atração.

Cadê o meu conhaque Paola? Nada disso nessa versão. Queta Lavat interpreta Vovó Piedade no remake de "La Usurpadora" - Créditos: Televisa S.A/Las Estrellas - Reprodução: Twitter

IMPRESSÕES

O primeiro capítulo deixou um gostinho de série que prende o público e que mal pode esperar para ver o seu desenrolar. A quantidade de capítulos, 25, propicia que a história se desenvolva rápido e o público não se canse com os dramas de sempre. A atuação de Sandra, principalmente como Paola foi um show a parte, em nada lembra Spanic, e nem precisa lembrar. A Paola aqui não é a de 1998. E o primeiro embate entre ela e a Vovó Piedade (Queta Lavat) já deu um gostinho doce do que há por vir. Paola aqui também é mãe de Lisette (Macarena OZ), que sofre bullying da própria mãe por ser gorda, e madrasta de Emilio (Gérman Braco), que sofre de alcoolismo. Resta saber se aqui Paulina conseguirá reerguer a família que está mais desestruturada que na última versão. A série me pareceu uma grande produção que pode cativar o novo público consumidor de séries.


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Você já assistiu? O que achou dos primeiros episódios? Conta pra gente. Vamos conversar.

Edição: Hiago Júnior
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