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CRÍTICA: Edição confusa, vilã marcante e protagonista agradável - "As Aventuras de Poliana" tem os ingredientes necessários para o sucesso

João e Poliana comendo escondidos - Reprodução Twitter: @EuSouSBTistaSBT - Créditos: SBT

O SBT desde "Carrossel" tem investido em folhetins voltados para o público infanto-juvenil, de praxe, vieram adaptações de textos latinos como "Chiquititas", "Cúmplices de Um Resgate" e "Carinha de Anjo", ponto crucial do vínculo televiso do SBT, a autora Íris Abravanel resolveu ousar e sair do nicho consolidado, outra adaptação, porém desta vez de uma obra literária, seu livro de cabeceira: "Pollyana" de Eleanor H. Porter. 

"As Aventuras de Poliana" por si só, já chama atenção. Vamos aos fatos: é uma vertente televisa de uma obra literária, conta com a direção de Reynaldo Boury, além do retorno de grandes atores ao cerco das novelas como Dalton Vigh, Miryam Rios, Clarisse Abujamra e Mylla Christie, por exemplo. Tudo isso munido a fábula do "jogo do contente" e cenas gravadas no Nordeste. 
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As chamadas da novela apostaram alto no colorido, alegre e no musicalmente, razões que atraem público. E não deu outra, embalada pela reta final de "Carinha de Anjo" a novela de Íris Abravanel estreou vislumbrante, com cenários do sertão nordestino, marésia, fotografia iluminada e jogo de câmera atrativa. Tudo parecia interessante, bem feito e dentro dos padrões, salvo pela edição das cenas de Poliana e seus pais no Nordeste. Estilo resumo, as cenas que se sucederam logo no inicio da trama causaram confusão no público, aparentava um "bem bolado", focava hora na história de Poliana e sem explicação aparente quebrava de cena, agora, estampando João, o melhor amigo da protagonista. Tanto quanto confusa. Um sonho bem agitado.

Tão cedo o sonho de Poliana acabou e a realidade se fez presente, pode-se notar o avanço de Sophia Valverde no quesito atuação. A jovem atriz transcende do choro ao estampar de um sorrisso em questão de segundos, facilmente trasmuta sua versatilidade e mostra compromisso com a verdade da personagem. 
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Com a mudança para São Paulo o que se vê é outra novela surgindo, a antes confusa "As Aventuras de Poliana" no Nordeste passa a tornar-se atrativa e convidativa. Uma tia rude, amargurada e fria surge em cena, o poderio da vilã se faz presente no folhetim e Milena Toscano (Luiza) mostra que com o decorrer dos capítulos implicará e muito com a protagonista sorridente. Milena está correta, sua atuação é frívola, diferente de outros papéis em sua carreira o que mescla perfeitamente com sua personagem: a temida "bruxa má" dos contos infantis.

Musicalmente a novela é agradável e encantadora. Não fere o próximo, muito menos entrega um resultado final abaixo do esperado. Arnaldo Saccomani, como ótimo profissional mostra logo de cara que ao menos no cenário fonográfico "As Aventuras de Poliana" será um sucesso. 
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Os diálogos escritos por Íris e sua equipe são simples, não se aprofundam e muito menos expõem situações críveis com o cotidiano. São fáceis de entender e interpretar, e podem ser consumidos por todos os públicos. Nada fora do já esperado, visto que a Íris apresentou o mesmo resultado em "Carrossel", "Chiquititas" e "Cúmplices de Um Resgate". 

A direção de Reynaldo Boury, também a exemplo de trabalho anteriores não apresentou praticamente nada de novo, Boury, segue com seu estilo próprio que se consolidou como sucesso entre o público infanto-juvenil.

O elenco infantil e adolescente não foi todo apresentado, Larissa Manoela por exemplo fez sua estreia truinfante dançando para mais de 14 pontos de audiência, assim como a melhor amiga de Poliana, vivida pela atriz Duda Pimenta. Os núcleos infantis e juvenis parecem bem delimitados, cada qual com seus pormenores. O italiano Vincenzo Richy, que dá vida ao engraçado Vinicius é uma espécie de "Patinho Feio": amigo, confiável e destrambelhado, que sofrerá de amores não correspondidos e situações inimagináveis. 
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Dalton Vigh, a princípio, não mostrou a que veio. O tímido Sr. Pendleton, na pequena cena na qual contracena com Sophia Valverde pouco abrilhantou o espaço. Situação que provavelmente se reverterá com o desenvolvimento dos capítulos e situações. 

Destaque para a atuação de Lisandra Cortez com sua pesarosa Débora, Rafaela Ferreira e sua displicente Nanci, Veronica, a perua espirituosa interpretada por Mylla Christie e por fim Miryam Rios que trouxe todo o charme para a trama com sua elegante Ruth. No elenco infanto-juvenil, os destaques ficam a cargo de Larissa Manoela e da protagonista Sophia Valverde.
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"Audiovisual é o futuro". Pensando nisso o SBT incorporou esse aprendizado em mais uma de suas aberturas. A animação é linda, bem dirigida e com fundo musical condizente. Resume bem a novela e amarra situações como o "jogo do contente". Departamento de criação, meus parabéns.  




Entre erros e acertos "As Aventuras de Poliana" se faz necessária. Um produto lúdico e bem digerido por todos os públicos, conteúdo hoje quase em extinção na TV aberta brasileira. A julgar pelo capítulo de estreia que contou com uma edição confusa nos primeiros minutos, porém mudou logo após para acontecimentos agéis e personagens bem delimitados, a nova aposta do SBT, com os devidos ajustes tem tudo para se converter em mais um sucesso da emissora.

P.S: "Durante a crítica, ficou meio que implícito que Luísa seria a vilã de "As Aventuras de Poliana", um equívoco meu, na verdade sua personagem é apenas amargurada; a vilã na verdade é Débora, interpretada pela atriz Lisandra Cortez". 
Créditos do vídeo: Rogerio Correa e Portal "SobreTV"

Feito os devidos esclarecimentos, até a próxima.


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