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CRÍTICA: "Le Chalet" a minissérie francesa instigante da Netflix

Cena da minissérie "Le Chalet" - Créditos: France 2 / Netflix

A Netflix tem apostado na distribuição de muitas séries estrangeiras. Estas acabam levando o selo Original e ganham o mundo. "La Casa de Papel" é o exemplo mais claro. Porém um seriado francês chegou cautelosamente na última semana no catálogo da plataforma por streaming, e embora não tenha explodido instanteamente como "La Casa" é um produto de exímia qualidade e que merece destaque. 

Produzida e exibida pelo canal francês "France 2" em 2017 "Le Chalet" pode ser considerada uma minissérie e que agora faz parte da rede da Netflix, passou a ser apreciada por todo mundo. Com um enredo focado única e exclusivamente no suspense, o roteiro caminha suavemente entre os segredos que envolvem os moradores de um pequeno vilarejo na França e seu misterioso Chalé.


Pôster promocional de "Le Chalet" na Netflix - Créditos da foto: Netflix

Entenda a história

Manu e Adèle decidem deixar o grande centro da França para se mudar para um pequeno vilarejo e celebrar o tão esperado casamento. Adèle está grávida e opta por se hospedar em um local seguro, longe de tudo e todos. Para tal cerimônia, convida os entes queridos de seu marido e amigos de infância. Todos acabam por se hospedar no Chalé, recém reformado e que concentra o poderio da pequena cidade. Porém algo estranho acontece no translado entre a estação e o Chalé, Manu, Adèle e seus entes e amigos acabam ficando presos e sem acesso a cidade grande. Sem internet ou muito menos linha telefônica, eles estão reclusos a própria sorte e espreitados por um serial killer que os querem mortos. 



Elenco

O elenco é composto por nomes como: Marc Ruchmann (Manu Laverne), Amilie De Preissac (Adèle), Agnès Delachair (Alice), Pierre-Benoist Varaclier (Olivier), Nicolas Gob (Sébastian), Thierry Godard (Alexandre), Félix Lefebvre (Julien), Cholé Lambert (Muriel), Mathieu Simonet (Fabio), Charles Petit (Laurent), Nade Dieu (Mathilde), Fleur Geffrier (Erika), Mia Delmae (Françoise), Eric Savin (Etienne), Philippe Dusseau (Philippe), Manuel Blanc (Jean-Louis), Blanche Veisberg (Christine), Fleur Lise Heuet (Tiphaine), Catherine Vinatier (Psiquiatra), Samantha Markowic (Florence) e Jean-Toussaint Bernard (Thierry).

Mistérios

A minissérie se apresenta como uma viagem no tempo, vai e volta em fração de segundos, corre em parelelo em dois ambientes, cenários estes que se entrelaçam e compartilham laços. Assassinatos e sangue são apenas o aperitivo do produto que começa a engrenar mesmo, após o terceiro episódio.
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Vilarejo e Chalé? Cadê as pessoas?

Um dos pontos que mais causa dúvidas é a população, e quando digo dúvidas, é dúvidas mesmo. Como o seriado se dissipa em dois cenários a mente do telespectador entra em colapso, pois em momentos há moradores na vilã e em outros eles simplesmente desaparecem. É uma incógnita que é respondida apenas no desfecho da minissérie.

Qual o motivo dos assassinatos?

É complicado, mas muito complicado entender o enredo de "Le Chalet" logo de cara. Os assassinatos se misturam e confundem o telespectador que imagina 'N' motivos para a morte de tantos "inocentes". Porém com o andar dos plots e takes a minissérie muda drasticamente e os verdadeiros culpados passam a aparecer.


Pôster promocional da missérie na Netflix. Créditos da foto: Netflix.

C
ulpados ou mocinhos?

Este é o grande viés da trama. Longe de soltar spoliers, "Le Chalet" é inteligente e sagaz neste aspecto. Delimita uma linha imaginária entre o certo e o errado, o sangue e o limpar das armas, o choro e a alegria. Seus algozes, suas vítimas, são reles personagens de um ambiente hostil? Ou algo ali, com nuances sanguinárias e movidas a cobiça ronda o vilarejo, o chalé e seus moradores. É uma série que te faz pensar.

Abertura

Se tem algo que admiro em uma produção é sua entrada, afinal de contas é ela que faz o chamariz para o produto que vem na sequência. Em "Le Chalet" é tudo muito bem pensado, as vozes infantis, o sangue que desce a encosta e a letra, por fim, retrata a angústia vivenciada pelos protagonistas. 


Fotografia

Não sei vocês, mas séries estrangeiras me encantam, principalmente as francesas. Está então é um presente. Colinas, encostas, florestas, casas íngremes, estradas robustas e reflorestas, um vilarejo tipicamente francês e um chalé que dispensa comentários. O diretor de fotografia merece um prêmio, parece mesmo uma obra de arte.
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Protagonistas? Eles existem?

Sim, existem. Porém muita calma nessa hora. Eles preferem viver reclusos e apresentados aos poucos. Isso mesmo, muitas vezes se confundem entre seus coadjuvantes e passam despercebidos. Felizmente isso tudo é revelado no último episódio da minissérie.


Legendado ou dublado?

Na Netflix "Le Chalet" está disponível apenas em dois idiomas: francês (áudio original) e alemão (dublado). As legendas, óbvio, estão disponíveis em alguns idiomas: francês, português, inglês, italiano e alemão.

Episódios

A minissérie é composta por seis episódios que variam entre 46 minutos e uma hora de duração. 


Por fim...

Se você busca uma série rápida, astuta em plots e que termine logo, então "Le Chalet" não foi feita para você. Seu roteiro é extenso, e que apesar dos míseros seis episódios se apresentam de maneira singular, sem pressa ou interferências exteriores. É inteligente e instigante. Coloca em cheque o pior da raça humana, o lado obscuro que cada um de nós leva guardado dentro de si e que desaflora como sentimento de justiça, sentimento este que tenta a todo custo trucidar com a impunidade a sua volta. Se você é este tipo de telespectador, que gosta de detalhes, investigar junto com os personagens então "Le Chalet" é a sua cara. Invista.      

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