Aparato do Entretenimento: CRÍTICA: Inteligente e direta, 2ª temporada de "GLOW" reafirma a luta feminina contra o universo machista da TV
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CRÍTICA: Inteligente e direta, 2ª temporada de "GLOW" reafirma a luta feminina contra o universo machista da TV

Pôster promocional da 2ª temporada de "GLOW" - Créditos: Netflix

Após uma 1ª temporada digna de salva de palmas, a Netflix, retornou sedenta com o segundo ano de 'GLOW'. Novos personagens, tentativas vãs de chegar ao topo, a velha e amada "treta" entre Ruth e Debbie, sem falar na redenção emocional do Sam. Isso mesmo. Reviravoltas que fizeram da temporada mais um acerto de Liz Flahive e Carly Mensch.
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Estou aqui pela primeira vez e queria saber o que é GLOW? O que o seriado aborda?

Rivais no seridado - Créditos: Netflix

Sob a perspectiva feminina, "GLOW" mostra o dia a dia de um grupo de mulheres que se apresentam para uma organização de wrestling em Los Angeles. Buscando voz e espaço na TV, lutam, literalmente contra o sistema opressor da TV americana, em um ambiente tipicamente machista e cenário onde as mulheres são pouco valorizadas. 

Ruth Wilder (Alison Brie) é uma atriz desempregada na Los Angeles de 1985, tentando a anos despontar na TV, cinema ou teatro, sem espaço vive sempre a mercê de papéis medíocres. Sem grandes perspectivas e como última tentativa de tornar-se uma estrela, Ruth inscreve-se para uma seleção de elenco diferente, um casting que visa escolher atrizes para um programa de wrestling (luta livre) profissional. Sem incentivos financeiros, o projeto é encabeçado por Sam Sylvia (Marc Maron), um ex-diretor de filmes trash de terror. 

Tudo parecia ser muito promissor, a chance de Ruth enfim despontar, mas tudo muda quando sua ex-melhor amiga Debbie Eagan (Betty Gilpin) chega ao ringue, disposta a tomar o lugar de Ruth e ficar enfim com o título de campeã.


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Com roteiro inteligente, a comédia das criadoras de "Orange is The New Black" navega sutilmente entre os meandros da TV, mostrando o lado negro da busca pela fama.

Em um programa de quinta categoria, feito às pressas e sem pretenção alguma, é possível notar o empenho das lutadoras em alcançar o topo. Ter o nome estampado em capas de revistas, entrevistas na TV, rádio ou assumir o jingle de alguma propaganda grudenta.   
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A chegada de Yolanda (Shakira Barrera) ao GLOW objetiva o viés antagônico de outras personagens, Yolanda, por sua vez desponta como um grande acerto. Sua personagem apesar do embaraço e pouca sutileza, consegue desenvolver-se e tornar-se assim uma mulher leve, destemida e aberta para novas amizades. 

A abordagem da homossexualidade nessa temporada também é branda. É possível conectar-se com as personagens e as entender. O romance puro. O roteiro pouco eletista contrasta perfeitamente com o enfoque das personagens, que tratam o tabu com naturalidade. Outro grande acerto. 

Pôster promocional com o elenco principal de "GLOW" - Créditos: Netflix

A inserção de novos romances, como os de Ruth (Alison Brie), Bash (Chris Lowell), Arthie (Sunita Mani), Yolanda (Shakira Barrera) e Rhonda (Kate Nash) também são muito bem vindos. [Óbvio que não formei os pares, nada de spoiler]. Bem como a redenção de Sam, o amadurecimento de seu personagem e o confronto com o seu passado. 

A virada feminina com o apoio de Sam contra a KDTV é o momento mais aguardado da temporada. Torna o GLOW ainda mais interessante e assistível. Um programa digno das melhores comédias sitcoms dos anos 80 e 90. 

Por outro lado, Sheila (Gayle Rankin) e Carmen (Britney Young) tiveram suas personagens quase a deriva, o desenvolvimento foi quase nulo. Não mostrou-se uma Carmem mais empoderada, dona de si e destemida, ao contrário, ficou ainda mais reclusa. Assim como era esperado a explicação do passado de Sheila, até porque, não é comum uma mulher vestir-se daquela maneira e agir como um animal. Pelo jeito ficou para a próxima temporada.


O desfecho é uma chamada para aventurar-se na 3ª temporada, factual e altamente dentro dos conformes. É inteligente e engraçado, ao mesmo tempo que abre espaço para inúmeras teorias de como as lutadoras irão se comportar com as mudanças.

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Composta por 10 episódios, a 2ª temporada de "GLOW" está disponível no catálogo da Netflix com opções de áudio original e dublado. 

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Até a próxima crítica!    


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