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#SinFronteras: Entrevista - Darlisson Dutra

Um dos repórteres mais carismáticos do SBT

Darlisson André Dutra nasceu em Timóteo (MG), em 1º de dezembro de 1987, mas considera Pingo D’água (MG) sua terra natal, onde passou boa parte da infância. 


É com muito orgulho que a coluna "Sin Fronteras" recebe esse jornalista sério e muito competente. Darlisson é um prazer te entrevistar... Seja bem-vindo! 

Dutra estudou Jornalismo na Universidade "Vale do Rio Doce" - (Univale), em Governador Valadares (MG). Iniciou sua carreira profissional como repórter, locutor e apresentador da rádio Imparsom FM (100,1). Atualmente está no SBT onde aparece nas edições do "SBT Brasil" e também do "Jornal do SBT". 

Uma das matérias de Darlisson no "SBT Brasil"

Era um desejo seu ser jornalista? 
"Vim de uma família extremamente simples, do interior de Minas. Um menino de Pingo D' água (daí o famoso e carinhoso apelido de "Zé Gotinha") sonhava alto demais. Tendo como único espelho o que se passava na velha TV dos vizinhos, uma vez que nossa religião não permitia ter TV em casa". 


Darlisson nos bastidores da reportagem 
Quando decidiu ingressar nesse mundo? 
"Meu pai é alguém extremamente comunicativo. Meus tios da mesma forma, todos envolvidos, a vida toda, no comércio de confecções. Apaixonado pelo meu Cruzeiro e fascinado por futebol, acompanhava, ainda na infância, as transmissões dos jogos pela rádio AM. Queria ser narrador esportivo. "Isso é coisa de velho. Rádio AM não combina com você", dizia meu irmão apaixonado por FM. Bom, a vida me levou aqui e ali, experimentei ser locutor em porta de loja, supermercado, carro de som, caixas de som em postes até chegar ao rádio, onde me consolidei. Bom, daí pra TV foi um passo. Ou melhor, vários, depois de morar em 14 cidades". 

Se não jornalista, o que seria? 
"Pugilista, Piloto de Fórmula 1, Representante Comercial, Pastor. Não tenho habilidade pra nenhum esporte. No boxe seria massacrado em qualquer primeiro round. Fórmula 1? Sem chance, ou melhor, sem dinheiro. No comercial não teria sucesso, sou péssimo vendedor. Pastor? Bom, não perdi a fé em Deus, mas nas instituições religiosas sim".

Qual sua inspiração no jornalismo? 
"Acompanho o trabalho de vários colegas há muito tempo. Tenho no meu computador, desde os tempos de faculdade, várias matérias gravadas de profissionais que considero espelhos. Pedro Bassan, Neide Duarte da TV Globo e Celito Esteves, meu parceiro do SBT, são algumas dessas feras que sempre acompanhei. Mas posso dizer que meu grande ídolo é meu irmão Deivison Dutra. O melhor locutor da região do Vale do Aço em Minas e grande incentivador da minha carreira profissional". 

Dutra e sua equipe de amigos
Qual foi o seu primeiro trabalho como jornalista? 
"Fui acompanhar um grande repórter da Rádio Globo em Governador Valadares - MG: Ricardo Assunção. A matéria era o assassinato de um homem. Ao ver aquele corpo caído no chão, marcado de bala, fiquei chocado. Foi meu primeiro contato com o jornalismo. Se eu pudesse, nunca mais cobriria um fato daquele. Mas essa foi a profissão que escolhi. Fico feliz, no entanto, de ter contado tantas belas histórias ao longo da minha trajetória que me ajudam a esquecer aquele corpo sem vida, de muito tempo atrás". 
  
Cobertura dos protestos 

Qual a maior dificuldade que você já enfrentou como repórter? 
"Enfrento todos os dias. Entrevistar uma mãe que perdeu o filho assassinado, conversar com o pai que perdeu o filho num grave acidente. Ouvir o choro de famílias que jamais vão esquecer daquele, que pra mim, enquanto profissional, foi apenas mais um dia de trabalho".

Qual foi o marco na sua carreira, um divisor de águas? 
"Assim que me formei (pra ser mais exato, dez dias após ter colado grau), a TV Alterosa, afiliada do SBT em BH, me chamou pra cobrir férias. Num dia eu era só um recém-formado de 23 anos de Governador Valadares, no outro estava falando pro estado todo e, às vezes pro país todo, numa das emissoras mais respeitadas do Brasil. Me lembro de ter feito uma entrada AO VIVO pro "SBT Brasil" de BH sobre a morte do Ex vice-presidente José Alencar. Tinha dois meses de formado. Pelo ponto ouvi o Carlos Nascimento e a Karyn Bravo me chamando ao vivo. O Nascimento (um dos melhores apresentadores do Brasil) disse "Boa noite, Darlisson!". Pra mim, aquilo foi único. Hoje tenho o prazer de trabalhar com ele todos os dias".


Quando e como foi sua estreia no SBT? O que está achando dessa experiência? 
"Eu estava em Belo Horizonte fazendo uma matéria quando uma mulher, que até então não conhecia, me ligou. "Darlisson, preciso falar com você. É a Cilene do SBT de São Paulo". Cilene é nossa Chefe de Redação, quem abriu as portas dessa emissora que hoje tanto amo trabalhar. Foi mágico minha vinda pra São Paulo. Deixei tudo pra trás, incluindo as pessoas que mais amo na vida. Descobri novas amizades aqui, mas ainda sinto falta de Minas, meu paraíso. Um sacrifício recompensado. Amo todos os meus dias de trabalho no SBT".

Darlisson Dutra, fale um pouco mais de você.... 
"Eu sou ainda um garoto que se viu obrigado a crescer rápido. Aos 14 anos saí de casa pra trabalhar. Morei com avó, tio, irmão, dividi república, morei sozinho. Aprendi a lavar, passar, mas cozinhar ainda não sei. Me formei graças à uma bolsa de ensino, caso contrário não teria condições de concluir os estudos. Tenho meus pais vivos, pela graça de Deus. Tenho três irmãos e três sobrinhos. Tenho uma namorada, quase noiva/mulher. Sou extremamente feliz, talvez uma das pessoas que mais sorri no mundo. A vida veio cheia de obstáculos pra mim, mas também me deu as ferramentas, habilidades e as pessoas certas pra eu vencer".

Flexível: Dutra fala sobre diversos assuntos, nas edições dos Jornais do SBT

Como foi sua infância? 
"Não podia ver TV, nossa religião não permitia. Hoje trabalho em uma TV, quanta ironia, né? Trabalhei na loja do meu pai enquanto vivi em casa. Loja de roupas, mercearia, entregando compras, vigiando a loja, dobrando roupa, vendendo... Foi assim que passei a infância. Não jogava bola (daí a explicação da minha ruindade no futebol), nem vídeo-game. Não foi uma infância fácil, mas não foi das piores também. Meus pais lutaram muito pra nos dar uma vida digna, enquanto estivemos sob o teto deles".

O que gosta de fazer nas suas horas vagas? Assiste o que na TV? 
"Filmes, filmes e mais filmes. Apaixonado por cinema. Adoro séries, de todos os tipos. Não gosto de dublagem, qualquer produção só no idioma original. Na TV, aprecio jornal, sobretudo, mas sempre estou de mente aberta a conhecer novos projetos".

Quando se deu conta do reconhecimento do público?
"Quando olham pra mim e sorriem. Não precisam dizer nada, mas a pessoa pensa "Conheço ele de algum lugar". Fico feliz por isso, mas não é tudo. Fama e reconhecimento são coisas diferentes. Fico feliz em saber que meu trabalho serviu pra algo, mudou alguma coisa na sociedade, ou se a diferença estiver sido na vida de uma pessoa só, meu trabalho, então, já valeu a pena".


Quais são seus objetivos futuros? 
"Ser o melhor que eu puder ser. Exijo muito de mim mesmo, porque o caminho que trilhei não foi fácil, por isso valorizo muito cada conquista. Quero crescer e fazer a diferença no mundo. Não ser só um contador de histórias, mas ajudar a escrever novas histórias, de outras pessoas, da minha cidade, do meu país. Outra emissora? Quem sabe um dia! Apresentador? Quem sabe um dia!".

Agora, Darlisson Dutra um bate bola, jogo rápido.. 
Um prato preferido? 
"Frango com quiabo e angú. Ou qualquer outra comida mineira. A melhor do mundo". 

Um sonho? 
"Ter todo mundo que amo perto de mim". 

Um ídolo? 
"Meu irmão Deivison Dutra". 

Um medo? 
"Perder as pessoas que amo". 

Um time? 
"Cruzeiro - o maior de Minas".

Um defeito? 
"Carente... demais (risos)". 

Uma qualidade? 
"Amigo". 

Eu não vivo sem?
"Saúde, dinheiro e meu celular (risos)". 

Darlisson Dutra por Darlisson Dutra? 
"Obrigado por ser assim, parceiro!". 

Agora, um recado para os seus fãs? 
"Valeu, maninho! Tamo junto, rapaziada!". 

Muito obrigado pela entrevista e mais sucesso pra você, que sua carreira seja cada vez mais promissora.


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Vou ficando por aqui, espero que tenham gostado. Deixe seu comentário :) 

E até a próxima edição do #SinFronteras 

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