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Mário de Andrade: Um dos últimos intelectuais brasileiros


Em 1 de janeiro desse ano, as obras do grandíssimo escritor brasileiro Mário de Andrade, caíram em domínio público, isso significa que suas obras para terem novas edições não precisam pagar os direitos autorais para os herdeiros.


O intelectual Mário de Andrade

A data para o começo do domínio público, varia de país para país, no Brasil, começa a valer após setenta anos da morte do autor, entende-se: no dia 1°de janeiro posterior a morte. Este ano é a vez de nada menos que Mário de Andrade, o últimos dos grandes intelectuais brasileiros.

Mário não teve apenas um talento, teve múltiplos na qual podemos citar: poeta, escritor, crítico literário e ensaísta. Viveu pouco: apenas 51 anos, é paulista e foi o baluarte da vanguarda nacional por mais de 15 anos.

Grande influenciador da literatura brasileira, por ser mais que um escritor, condição que pesou, pois transcendia a literatura, sendo um intelectual no mais profundo significado da palavra.

Sendo um intelectual profundamente inteligente e genial, podemos usar o termo "polímata", que nada mais é que uma pessoa que tem conhecimento de várias áreas e não é restrito. Estritamente importante na "Semana de Arte Moderna" de 1922, sendo o motor por detrás. Tudo retratado no seu livro de poesias chamado: "Pauliceia Desvairada". 

O Magnum Opus de Mário de Andrade é "Macunaíma", escrita em 1928. Nele é retratado o herói, como é usado na maioria das vezes no Brasil o anti-herói, que é o herói sem caráter, o povo brasileiro é personificado em um índio, mostrando a profunda atração pela grande cidade. São Paulo, o nome do herói é o mesmo do título do livro.

A frase que vai identificar a personagem é "Aí que preguiça", na língua indígena o "Aí que", já significa "preguiça, Mário de Andrade assim retrata que a personagem é duplamente preguiçoso, usando o termo arrastado.

Em São Paulo, temos a biblioteca com seu nome, que além de trazer inúmeras obras, tem um aspecto específico: aberta 24 horas por dia, trazendo assim muitas pessoas que não poderiam visita-la em horário comercial.

O vídeo mostra a festa que abre esse novo horário

E falando da obra "Macunaíma", já se tem o resultado do fim do domínio público, é a obra em versão em quadrinhos, Angelo Abu e Dan X, foram os responsáveis pela edição: lançado pela editora Peirópolis.

Capa da versão em quadrinhos lançada este ano

Por fim, Mário de Andrade ainda hoje é muito importante tanto pelo talento como pela obra que deixou, mas também pela falta de intelectuais brasileiros. Foi um dos últimos que nasceram nesse país e amaram a ponto de escrever verdadeiras obras primas com tipos brasileiros.


Vou ficando por aqui.


Até a próxima edição do #AparatoCultural

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